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Idosos da zona rural se aposentam em Maurilândia durante Acelerar Previdenciário

08/11/2018 16h57

Sebastiana Maria da Conceição, de 85 anos, já faz planos com o dinheiro da aposentadoria que irá receber. “Quero comprar uma cama nova porque a minha é escorada com tijolo e pano velho”, disse a idosa ao sair da audiência realizada pelo juiz Paulo Roberto Paludo, no fórum de Maurilândia, que julgou procedente ação proposta por Sebastiana contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A audiência da idosa foi realizada durante do Programa Acelerar – Núcleo Previdenciário e durou cerca de 10 minutos. A família achava que ela não tinha direito de receber pensão pela morte do marido, por isso não acionou a Justiça antes. Devido a idade, ela tem dificuldade de escutar e precisa de ajuda para andar. “Eu fiquei muito feliz com a aposentadoria”, afirmou.

O magistrado observou inicialmente que o requisito etário foi atendido, conforme os documentos acostados aos autos. Segundo ele, a respeito da condição de trabalhadora rural da idosa foi verificado que a inicial veio instruída com início de prova material, corroborada por prova testemunhal. “Ademais, verifica-se que a autora recebe pensão por morte de trabalhador rural”, completou.

Mãe de 18 filhos, sendo 10 vivos, Sebastiana não sabe mais quantos netos e bisnetos tem. “Há um tempo atrás minha filha tinha contado que eram 28 netos, hoje devem ser uns 40 netos, mais de 15 bisnetos e não sei, talvez outros 2 tataranetos”, relatou. Ela diz que agora vai tentar descansar, depois de ter trabalhado uma boa parte da vida “na roça”. “Mas meu sonho mesmo era ter saúde para continuar trabalhando. Às vezes, eu sinto falta de pegar em uma enxada”, afirmou.

Aos 92 anos, Darcila Ferreira Arantes também se aposentou. “Eu não quis me aposentar porque recebo a pensão do meu marido que morreu e fiquei com medo de não ter direito ao benefício”, afirmou. Moradora de um assentamento da região e bem lúcida, a idosa contou que é mãe de 4 filhos e 4 netos. “Graças a Deus tenho uma família direita”, destacou.

Ela narrou ainda que o marido morreu há 58 anos e que foi muito difícil superar a morte dele. “Ele foi assassinado pelo irmão, na época, eu fiquei até doentes, mas meus filhos foram minha força. Dinheiro a gente não tinha não, mas união, sim”. De acordo com ela, o dinheiro do benefício que passará a receber será para comprar remédio e algumas coisas para comer. “A gente fica velha e aparece um tanto de doença”, disse rindo. (Texto: Arianne Lopes / Fotos: Aline Caetano – Centro de Comunicação Social do TJGO)

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Fonte TJGO

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